sábado, 17 de janeiro de 2015

Rafiel Ashervind - O Pirata

arte de Alan Campos
Rafiel Ashervind - O Pirata

- Condenado pelo Crime Capital de matar ordinários Yazame Kage nós da cidade livre de Barcelus o sentenciamos à morte por enforcamento.Toda a cidade se reunia na Praça de Opala, todos olhavam atentamente para o Oni de Sayama. Muitos alí nunca tinham visto o enforcamento de um Oni.
Grilhões de energia prendiam as mãos de Yazame, todo cuidado era pouco.
- Vermes! Vocês acham que podem fazer isso comigo? Mercenários imundos! Vocês são a escória! Sayama é aliada de Baterac! Acabando comigo vocês irão despertar a fúria da cidade mais poderosa do continente!
Meu nome é Rafiel, sou um pirata, um mercenário, um vendido... Sim, faço parte da escória... E acho que todos têm seu preço. E meu preço foi pago. O carrasco andou até a alavanca, se eu não fizesse nada Yazame morreria e eu perderia uma boa quantia de ouro. Eu estava longe, mas eu conhecia bem a cidade, afinal nasci aqui. Engraçado... Barcelus sempre foi tão lucrativa e detestável.
- Andem logo com isso! A ira de Baterac será minha vingança! Eles transformarão esta cidade em pó!
Preparei a arma da minha irmã, apontei para a corrente colocada no pescoço de Yazame... Ela não ia gostar nem um pouco disso. Vinny, minha águia de estimação, era o sinal para Yazame, ele fechou os olhos e se preparou para o Gran Finale...A águia passou por cima da multidão, era hora do tiro.
Apertei o gatilho, o tiro não seguiu o estalo, a arma estava travada... Essa merda devia vir com um manual. O carrasco puxou a alavanca, Yazame despencou, mas não quebrou o pescoço... Não é atoa que ele é um Oni... O cara é durão. Achei o botão, escondido atrás do ajuste de pressão... Típico... A bala saiu com um belo tiro, certeiro, bem no meio da corrente. O Oni de Sayama caiu, todos olharam abismados, alguns tentaram procurar de onde havia vindo o tiro mas eu já estava de saída.
Yazame, você me deve uma... Ao cair no chão o Oni conseguiu tirar os grilhões, seria um estrago... Escutei a gritaria, tenho certeza que o carrasco de Barcelus estava morto, ele me disse que o faria antes de desaparecer completamente. Corri, como já estava acostumado a fazer... Um vendido como eu não pode ser visto... A bala não incriminaria minha irmã, eu não usei nada tradicional, nada que pudesse levá-los até ela e em consequência até mim.
Continuei minha fuga, Vinny me seguindo... Bom garoto... Leal como nenhum outro. Parei de correr. Yazame já estava na minha frente... Esses magos... Não conseguem andar como pessoas normais fazem... Tem de entrar e sair do limbo como fantasmas... Meu pagamento estava ali, impressionante como Onis pagam bem... Lindo... Aquela pilha de ouro fazia meus olhos brilharem.
- Eu achei que você tivesse desistido Rafiel, a corrente estava começando a incomodar.
- Tive um pequeno problema, mas consegui resolver a tempo...
- Seu pagamento, conforme prometido, é o agradecimento de Sayama, temos uma dívida com você.
- Espero não precisar cobrar esta dívida.
- Saia de Barcelus... As coisas irão ficar feias quando eu voltar.
- Não posso... Levantaria suspeitas... Ademais tenho que devolver a arma de Victória.
- Sim... Claro... Mas acho que levantar suspeitas devia ser a menor de suas preocupações.
E ele desapareceu... E eu me via sorrindo na frente de uma pilha de ouro. Barcelus sempre tão lucrativa e detestável.

Escrito por Pedro Rascoe


Leia mais aqui: Hanek Manthiel - O Incubus

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Hanek Manthiel - O Incubus


Hanek Manthiel - O Incubus

   Fazíamos o caminho de Selsvig até Damerdeen escoltando as gemas que trafegavam de uma cidade até a outra. Com toda aquela riqueza Selsvig compraria apoio na guerra contra Gran-Xandur.
  Éramos setenta e dois soldados fortemente treinados utilizados para escoltar uma pequena, mas muito valiosa, caravana. Em nosso segundo dia de viagem achamos uma mulher deitada no meio da estrada, pelo estado que ela foi encontrada parecia estar morta... Seu corpo estava mutilado como se algum animal grande tivesse a atacado e ela em seus últimos momentos de agonia houvesse rolado até aquele local.
   Como líder da infantaria de Selsvig me aproximei do corpo para fazer uma checagem básica em seu pulso... E estranhamente ela estava viva. Muito fraca mas viva... Pedi um pouco de água e a passei nos lábios da garota... Ela abriu os olhos, vagarosamente... Olhos azuis como safiras.
   A garota me olhou brevemente, senti um calafrio estranho, uma sensação passageira de impotência. Eu pedi para que trouxessem o meu cavalo. Subi e coloquei-a em meu colo. Continuamos o caminho até Damerdeen sem reais ameaças. Na cidade levei a garota até a enfermaria enquanto os outros levavam as gemas ao palácio do Oni.
  O clínico fez exames básicos e logo a liberou... Estranhamente ela parecia não ter quebrado osso algum, não havia nada além das escoriações, que se mostraram não serem tantas depois que deram um bom banho nela. A doutora me disse para tomar cuidado, disse que havia algo estranho com aquela paciente. Mas eu criei uma estranha ligação com ela... Eu não queria ficar longe...E levei-a de volta a Selsvig.
 No caminho ela andou em seu próprio cavalo, e não falou nada além de seu nome... Lauren...Coloquei-a dentro de minha casa quando chegamos à cidade... Alguma força estranha me fazia gostar daquela garota mesmo sem saber quem ela era... Eu queria ficar perto...Ela não falava muito, ao chegar... Mas sua presença fazia coisas acontecerem...Os cachorros pareciam não gostar de Lauren... Eles se afastavam dela quando podiam, latiam e tentavam atacá-la como se estivessem sendo ameaçados. As plantas pareciam murchar com a sua presença...Mas eu não me importava... Eu precisava ficar perto...E pouco a pouco comecei a desejá-la... Cada dia mais. E ela não havia dito muito sobre si além do nome.
  Mas aquele misterio me instigava... E me fazia querer tê-la em meus braços. E ela tomava seus banhos nua, com as portas do quarto abertas e fingia não perceber que eu a estava olhando. Que mulher...Em uma noite acordei com Lauren em cima de mim, ela estava diferente aquela madrugada, seus cabelos pareciam voar contra a vontade do vento. E não dissemos nada... Apenas nos entregamos...E doeu... Doeu muito... Mas foi uma dor prazerosa... A transformação...Eu não consigo entender muito bem o que aconteceu aquela noite... Ainda é um mistério para mim...Lauren desapareceu... Como se nunca tivesse existido... E eu chorei com sua ausência. Minhas lágrimas pareciam queimar meu rosto, minha pele parecia desmanchar como areia levada pela água do mar, nascendo em seu lugar uma grossa pele vermelha. Depois de um tempo algo parecia desabrochar em minhas costas... Asas monstruosas...Após sete dias de muita agonia olhei-me no espelho...Monstruoso... Eu havia me tornado um monstro... Consumido pela única mulher que verdadeiramente amei...O que fez comigo Lauren? Qual o propósito de tudo isso?
E uma voz veio em minha cabeça dizer: "você foi escolhido para me servir Hanek... Encontre-me e continuaremos o caminho de seu destino." E eu a obedeci... Não porque não tivesse escolha... Mas porque queria tê-la mais uma vez.

escrito por Pedro Roscoe

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Leia mais aqui: O Palácio de Sandsberg

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sábado, 10 de janeiro de 2015

Dugeon Aeterna - Campanha Solo - Palácio de Sandsberg


   Este é o mapa da dugeon, o Palácio de Sandsberg para partidas solo no jogo Aeterna, aqui vocês enfrentarão monstros e um terrível boss.

O Palácio de Sandsberg

   Estávamos procurando a saída há horas... quanto mais andávamos mais parecia estarmos perdidos, tudo parecia girar e mudar de lugar como se aquele palácio tivesse vida própria...Eu e meus companheiros chegamos a um grande salão, no centro havia uma fonte de água límpida com a estátua de uma belíssima Engel em seu centro.
   Eu fiquei desconfiado, como de costume, mas os soldados foram logo correndo para a fonte... Meteram a mão na água e depois levaram o líquido à boca... "Que água deliciosa!" eles diziam. Eu me perguntei se aquilo estava certo e me aproximei vagarosamente, sempre receoso.
Tudo parecia bem, a água não parecia estar fazendo mal algum a eles, e eu estava morrendo de sede.
   Aproximei da fonte e peguei um pouco do líquido. Levei até a boca e deixei que descansasse um pouco em minha língua, pois, a qualquer sinal eu a cuspiria
   Deixei que a água descesse minha garganta, era realmente revigorante, a água mais saborosa que eu já havia tomado em muito tempo... Talvez fosse a sede falando...
   Comecei a negligenciar minha preocupação e rir com meus amigos, felizes como crianças, como se aquela fonte de água fosse uma montanha de ouro e pedras preciosas.
   Kaiser, meu imediato, enfiou a sua careca dentro da água e ficou submerso por um tempo, fazendo bolhas que soltavam sons. Eu achei aquilo uma estupidez mas acabei por gargalhar junto com todos os outros.
   Mas, como sempre, meu instinto não falhou, algo estava errado, tudo parecia bom demais pra ser verdade... Portas de pedra subiram rapidamente nos trancafiando naquela sala, nossa única saída parecia ser a porta grande no ponto mais alto do lugar.
   Eu corri até a porta, estava trancada pelo outro lado, não seria tão simples.
   Algo estalava vindo de pequenas portas que pareciam esconder algo. E foi ai que eu entendi... Estávamos em uma armadilha... A maldita fonte não estava ali a toa e caímos como otários naquela cena grotesca... Idiotas... Ficamos ali por tempo demais...

escrito por Pedro Roscoe

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